Quais mudanças tecnológicas irão em breve afetar a prática médica?

Dr. James M. Lebret

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2 de março de 2017

Neste artigo

Novas tecnologias estão chegando à área da saúde

Você provavelmente está sendo inundado por novas tecnologias – prontuários eletrônicos, portais de pacientes e sistemas informatizados de pedidos para prestadores, para citar apenas alguns. Você pode achar que está bem-servido, por enquanto, mas novas tecnologias estão a caminho. São tecnologias que irão, idealmente, automatizar tarefas e nos ajudar a recuperar o tempo com os pacientes.

Como estamos cada vez mais vivendo "na nuvem" (ou seja, na internet), as linhas entre hardware e software estão ficando difusas. No entanto, o termo "tecnologia" engloba mais do que simplesmente hardware e software. É amplamente utilizado para indicar códigos de programação, dispositivos, monitores, servidores, bancos de dados, algoritmos e a estrutura de interação deles em diferentes plataformas.

Quais dessas novas tecnologias no pipeline impactarão seu trabalho, e quais provavelmente irão desaparecer? Vamos dar uma olhada.

Tecnologias que já chegaram ou estão chegando

Você verá essas tecnologias em breve, se já não viu. Elas podem ser chamadas por outro nome, mas certamente farão parte do seu dia.

Telemedicina. A American Telemedicine Association (ATA) define a telemedicina como, "o uso de informações médicas trocadas de um lugar para outro por meio de comunicações eletrônicas para melhorar o estado clínico do paciente". Em outras palavras, a telemedicina diz respeito ao diagnóstico e ao tratamento remoto de pacientes. Um exemplo comum é um médico que usa os recursos de vídeo e voz de um smartphone para falar com um paciente que está localizado do outro lado da cidade ou do mundo. A tecnologia existe, mas uma estrutura organizacional básica e esquemas de reembolso precisam estar em vigor antes da adoção se tornar generalizada.

Monitoramento remoto do paciente. Às vezes, está incluído juntamente com a telemedicina, sob o mesmo guarda-chuva do termo "saúde virtual". Esta tecnologia usa sensores colocados no paciente para monitorar remotamente os sinais vitais dele e muito mais. Os exemplos que estão ganhando força incluem dispositivos usados no tórax, que acusam o acúmulo de fluidos em pacientes com insuficiência cardíaca; camas inteligentes que detectam a pressão e sugerem mudar a posição do paciente para evitar úlceras; bandagens inteligentes que preveem infecções iminentes em feridas; e porta-comprimidos que registram a adesão ao tratamento. Sistemas integrados de home care foram os primeiros a adotar o monitoramento remoto, mas é esperado que o uso chegue às práticas hospitalares, na medida em que o uso de tecnologia demonstrar alcançar melhores desfechos e economia de custos para hospitais e seguradoras.

"Internet das coisas". Este termo refere-se à rede de dispositivos inteligentes. Esses dispositivos coletam, manipulam e transmitem dados em um ecossistema em evolução que abrange mais do que apenas hardware médico. Os exemplos incluem monitores digitais de pressão arterial e glicemia que transmitem a informação pela internet para uso nas plataformas eletrônicas, tais como os registros eletrônicos de saúde (RES), pelos médicos.

A barreira entre os monitores de saúde usados no monitoramento remoto dos pacientes e pulseiras fitness como a Fitbit™ provavelmente desaparecerá nos próximos anos, com a informação do paciente sendo transmitida aos médicos pelos dois tipos de dispositivos.

Felizmente, os médicos não terão de analisar todos esses dados. À medida que a infraestrutura evolui, a análise de dados pode ser realizada por técnicos ou por softwares terceirizados, cujo trabalho é alertar os médicos se houver sinais preocupantes.

Dados de saúde gerados pelo paciente. Outro ponto da internet das coisas são os dados dos pacientes gerados por esses dispositivos, tais como as leituras de dispositivos usados junto ao corpo (conhecidos como vestíveis ou wearables), rastreadores de atividade, monitores e aplicativos. Atualmente, os médicos quase não usam esses dados, porque são volumosos e sem análise prévia. No entanto, isso pode mudar em breve.

Uma razão: a American Hospital Association (AHA), a American Medical Association (AMA), e a Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS) se uniram para avaliar a segurança e a eficácia dos aplicativos.

Outra razão é que o governo dos Estados Unidos determinou que esses dados sejam transferidos para os registros eletrônicos de saúde (RES).

Além disso, inovações como as plataformas CareKit™ e HealthKit™ da Apple facilitam para o paciente a coleta de suas próprias métricas de sono, saúde e atividade física. Os fornecedores de software precisarão desenvolver aplicativos para trazer leituras de sinais vitais claras, precisas, oportunas e relevantes para a atenção dos clínicos.

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