Dor de cabeça intensa, náuseas e diplopia em uma adolescente

Dr. Payman Vahedi, Dr. Zahra Mohajernezhad, Dr. Mohammad Faraji-Rad

Notificação

7 de setembro de 2016

Figura 1.

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Meningiomas intraventriculares são responsáveis ​​por 15% a 17% dos meningiomas em pacientes pediátricos, mas apenas 1,6% dos casos em adultos.[6] Na literatura há o relato de apenas 50 casos de meningioma no terceiro ventrículo e a maioria dessas lesões é encontrada dentro dos ventrículos laterais.[6] Eles normalmente se apresentam como tumores de base com extensão para a parte inferior do terceiro ventrículo.

Como descrito anteriormente, a maioria das outras lesões invade o terceiro ventrículo a partir do parênquima circunjacente. A maioria dessas lesões são tumores gliais, incluindo astrocitoma pilocítico juvenil, astrocitoma fibrilar, astrocitoma protoplásmico, astrocitoma subependimário de células gigantes, glioblastoma multiforme e ependimoma. Neoplasias metastáticas podem envolver o terceiro ventrículo através de sua parte superior, assoalho, parede lateral ou plexo coróide. Metástases dos pulmões, cólon, rins e mama são as mais comuns. Nestes casos, o prognóstico é ruim e a morte é muitas vezes devido à doença sistêmica progressiva. Germinomas suprasselares e craniofaringiomas podem invadir o assoalho do terceiro ventrículo. Extensão supra-selar de macroadenomas hipofisários também pode envolver o terceiro ventrículo. Diminuição de acuidade ou do campo visual, endocrinopatia e cefaleia são os principais sintomas nesses casos.

Outras lesões císticas na área anterior do terceiro ventrículo incluem cisto epidermóide, cisto dermóide e neurocisticercose. Os cistos epidermóides e dermóides são raramente encontrados no terceiro ventrículo e a neurocisticercose é endêmica no México, Europa Oriental, Ásia, América Central, América do Sul e África. A fenestração no terceiro ventrículo ocorreu em 15% a 25% dos casos, com hidrocefalia consequente.[7] Lesões inflamatórias, como abcessos piogênicos, e doenças granulomatosas, como tuberculose ou infecções fúngicas, podem raramente  invadir o terceiro ventrículo. Outras lesões, como a sarcoidose e histiocitose, podem envolver o terceiro ventrículo através do seu assoalho e pelo hipotálamo. Finalmente, lesões vasculares, tais como malformações cavernosas e malformações arteriovenosas, devem ser acrescentadas ao diagnóstico diferencial de lesões de massa do terceiro ventrículo.

O conteúdo do cisto colóide determina sua aparência nos exames de imagem. O cisto pode ser encontrado incidentalmente na tomografia computadorizada ou quando o paciente apresenta sintomas e sinais de aumento da pressão intracraniana sugestivos de hidrocefalia obstrutiva aguda. Geralmente é uma massa circular homogênea hiperdensa dentro do terceiro ventrículo ao nível do forame de Monro.[5] Hidrocefalia lateral aguda com edema periventricular pode ser observada devido ao bloqueio da via do líquido cefaloraquidiano no terceiro ventrículo. Na ponderação T2 de ressonância magnética o cisto pode ser tanto hipo quanto hiperintenso, e em imagem de recuperação de inversão atenuada por fluidos (fluid-attenuated inversion recovery, FLAIR) mostra edema periventricular na fase aguda da hidrocefalia como hiperintensidade em torno do ventrículo lateral.

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