Teste ergométrico para doença cardíaca
O que dizem as evidências?
Um relatório de 2012 da USPSTF determinou que adultos assintomáticos de baixo risco não devem fazer rastreio regular para doença arterial coronariana com ECG de repouso ou exercício. Ele também concluiu que as evidências atuais são insuficientes para avaliar os benefícios e malefícios de se usar o ECG em repouso ou no exercício para prever doença coronariana em pacientes de risco intermediário ou alto. No entanto, essas recomendações estão atualmente em revisão.[5]
Além disso, no ano passado o American College of Physicians (ACP) lançou um artigo recomendando insistentemente a não realização de exames de rotina para doenças cardíacas em adultos assintomáticos de baixo risco. Em vez disso, o ACP incentiva os médicos a promoverem mudanças no estilo de vida, como exercício regular e dietas saudáveis, para ajudar os pacientes a reduzir o risco de sintomas cardíacos.[6]
Quem defende essa prática?
Em um comentário de especialista publicado em 2013 no Medscape, Thomas Allison explicou que o teste de estresse tem utilidade em certos casos. Ele discutiu como o teste ergoespirométrico é uma ferramenta muito útil na diferenciação de causas e tipos de doença cardiovascular em potenciais candidatos à cirurgia, mas pode não ser tão útil para pacientes com alguns tipos de doença cardíaca estrutural.
O que tem sido realmente praticado?
Uma pesquisa realizada pela Consumer Reports em 2010 mostrou que dos 1200 indivíduos saudáveis pesquisados com idades entre 40 e 60 anos, 39% tinha realizado um ECG e 12% tinha feito um teste ergométrico nos últimos cinco anos.[7]
Existe um meio termo?
Embora os testes de esforço de exercício não sejam completamente infalíveis, eles podem ajudar a detectar dor torácica e a destacar condutas adequadas para pacientes de alto risco, como homens idosos, diz o professor da Harvard Medical School, Dr. Deepak Bhatt. O Dr. Bhatt recomenda especificamente o teste ergométrico para homens sedentários mais velhos que têm intenção de iniciar um programa de exercícios intensivos.[8]
O cardiologista Dr. Vladimir Vekstein, concorda que os testes de estresse podem ser apropriados quando sintomas estão presentes ou quando os pacientes têm predisposições particulares para doença arterial coronariana ou diabetes, ou história familiar.[9]
Você acredita que os testes de estresse para doença cardíaca em adultos assintomáticos de baixo risco devem ser aposentados?
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Citar este artigo: Está na hora da medicina abandonar estas cinco práticas? - Medscape - 16 de agosto de 2016.
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