Uma nova cepa chamada “Zika”
A cepa viral isolada foi chamada de “Zika” por causa da floresta onde foi encontrada. Um mês após o episódio febril, o rhesus 766 produziu antibióticos que neutralizaram o vírus. O soro obtido do rhesus 771, após 35 dias da inoculação com soro do rhesus 766 também neutralizou o vírus, mesmo sem o rhesus 771 ter mostrado sinais de adoecimento. Esses dados mostraram, de forma conclusiva, que o agente isolado em camundongos era proveniente do soro do macaco sentinela (rhesus 766).[1]
Em janeiro de 1948, foi realizada uma captura de mosquitos durante 24 horas na Floresta Zika, na tentativa de isolar o vírus da febre amarela nos mosquitos. Os entomologistas coletaram mosquitos de diferentes espécies e gêneros. A captura foi realizada na plataforma 3, a cerca de 400 metros da plataforma 5, que havia sido ocupada pelo rhesus 766.[4] Os experimentos mostraram que um vírus estava presente nas suspensões de mosquitos A. africanus; a cepa isolada era do vírus Zika. As suspensões foram inoculadas no rhesus 758, e, subsequentemente, uma cepa do vírus Zika foi encontrada circulando no soro desse animal, mesmo sem o rhesus 758 ter apresentado sinais de febre ou adoecimento.[4]
Quatro anos depois, em 1952, Dick, Kitchen, e Haddow publicaram seus resultados sobre o vírus Zika em dois artigos no periódico Transactions of the Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene[1,4] (Figura 3).
Figura 3. Primeira descrição do vírus Zika, publicado no Transactions of the Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene.[1]
Citar este artigo: Zika: a história de um vírus emergente - Medscape - 15 de março de 2016.
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